Rugby Mania

Paul Tait

Paul começou a escrever para RugbyMania em 2008. Nascido na Nova Zelândia, mudou-se para o Brasil após encontrar sua esposa brasileira nos EUA, quando trabalhava por lá em 2002. Ele mora permanentemente aqui desde 2006. Seu maior interesse é ver mais equipes competindo em alto nível para termos melhores mundiais de rugby. Paul escreveu um livro Rugby World Cup Argentina 2023 que foi publicado em 2012. Contato: paul_tait@rocketmail.com

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Os 6 + 11 Nações

fevereiro 2, 2013 às 01:08h
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Este fim de semana é importante para nosso esporte. Dois grandes torneios europeus de rugby começarão no mesmo dia – O Seis Nações e a Copa das Nações Europeias. O Seis Nações conta com as seleções nacionais de Escócia, França, Inglaterra, Irlanda, Itália e País de Gales. Independente de como todos jogam no torneio, todos vão jogar novamente na mesma competição contra os mesmos times em 2014. A Copa das Nações Europeias é totalmente diferente. Quem terminar em sexto e ultimo lugar é automaticamente rebaixado para a terçeira divisão da Europa. Assim, o ultimo colocado da Divisão 1A entre Bélgica, Espanha, Géorgia, Portugal, Romênia e Russia no campeonato de 2012-2013 não vai fazer parte do torneio de 2014-2015. A seleção que ganhar a divisão 1B vai subir. Os países são Alemanha, Moldávia, Polônia, a Republica Tcheca, Suécia e a Ucrânia.

Além de ter que ganhar para permanecer na divisão 1A os seis membros da Copa da Nações Europeias também vão ter um motivo extra para vencer – a Copa do Mundo. Os dois primeiros colocados vão se classificar para o mundial de 2015 na Inglaterra. Eles serão   denominados como “Europa 1” e “Europa 2″. No Mundial de 2011, o representante” Europa 1″ foi a Geórgia e o “Europa 2” foi a Rússia. Desta vez é provável que seja diferente. A qualidade de cinco das seis seleções é alta. Apenas Bélgica não participou num mundial de rugby até hoje. Teoricamente os cinco outros podem. A Geórgia é a favorita, por causa da sua lista de jogadores atuando na França, e o segundo colocado pode ser a Romênia, que perdeu a segunda vaga para 2011 porque jogou sem seus jogadores profissionais baseados fora do país. No fim, a Romênia classificou-se depois de derrotar a Tunísia (Africa 2) e Uruguai (Americas 2) na repescagem. A Romenia tentou copiar a política usada pela Austrália, Nova Zelândia e agora Inglaterra – quem quer jogar na seleção tem que jogar por um time dentro do país. Foi um desastre em que a Romênia quase não conseguiu sair. Ainda que tenha se classificado e jogado muito bem no mundial contra a Escócia, a qualidade da Romênia é baixa hoje. Em novembro passado a  Romênia perdeu por 34 a 3 contra os Estados Unidos, um país que agora tem jogadores profissionais nos EUA além de ter astros como Todd Clever (NTT Shining Arcs, JAP), Scott LaValla (Stade Français, FRA), Samu Manoa (Northampton, ING), Taku Ngwenya (Biarritz, FRA) e Chris Wyles (Saracens, ING) atuando fora do pais.

A Romênia jogou em todos os mundiais. Até a Copa de 2011, o país não era apenas considerado como o melhor time europeu fora do Seis Nações mas era também considerada significativamente superior. O que mudou na Europa foi o crescimento da seleção da Geórgia e do rugby no país em geral. A estagnação romena é bem clara com resultados inferiores hoje em dia do que cinco anos atrás. Os dias de glória, de quando o país era governado pelo ditador comunista Nicolae Ceausescu e tinha um time forte de rugby, não têm mais chances de voltarem. A Romênia foi tão forte que derrotou times incluindo França,  Itália, País de Gales e Samoa. Antes do profissionalismo, e principalmente nas décadas de 1960, 1970 e 1980, a Romênia foi a sexta melhor seleção europeia ou melhor. Se a Romênia tivesse as mesmas oportunidades que a Itália tem hoje é possível que a Romênia teria conquistado até mesmo um Grand Slam/Chelem.

A Itália entrou no Cinco Nações para formar o Seis Nações no ano 2000, mas vinte anos antes a Romênia teve que entrar. Só que o sistema anti-democrático das Home Unions (Escócia, Inglaterra, Irlanda e País de Gales), os mesmos que não queriam a criação de um mundial de rugby, não aceitaram a Romênia.  A explicação deles era que o comunismo não podia ser tolerado. Isso foi terrível para o rugby romeno e para o rugby global. Uma tragédia enorme para nosso esporte. Até hoje a Romênia está excluída, mas a seleção atualmente não tem a qualidade que precisa. A pergunta que tem que ser feita é sobre a Geórgia. Se a Geórgia tiver jeito de derrotar a Escócia ou a Itália os Lelos devem entrar no Seis Nações. No mês de junho deste ano a Geórgia vai viajar para a América do Sul para enfrentar Argentina e provavelmente o Uruguai também. Vai ser um passo importante para rugby global e para ver melhor a qualidade dos Lelos longe de casa.

Além de não ter uma porta para encorajar o crescimento da qualidade das seleções da Copa das Nações Europeias, o Seis Nações tem um problema que no futuro pode tornar se enorme – jogadores importados. A quantidade de jogadores nascidos fora das nações integrantes é alto. O IRB permite aos jogadores só atuar por um país na vida, mas para ser elegível não é tão difícil como talvez deveria ser. Para jogar para um país em que você não nasceu é preciso cumprir um dos seguintes critérios:

* Morar três anos no país

* Ter um mãe ou pai do país que você deseja representar

* Ter um avô ou avó do país que você deseja representar

O resultado é que seleções tem jogadores nacionalizados que de fato não são nacionalizados. Em vários casos jogadores simplesmente nasceram num país diferente porque a família dele estava morando lá por trabalho. No caso dos irlandeses Jamie Heaslip e  Ronan O’Gara isto é o que aconteceu. Heaslip nasceu em Israel e O´Gara na cidade de San Diego nos Estados Unidos. Mas, em geral, há muitos jogadores que nasceram fora do país que representam e que tem historias bem diferentes das de Healip e O´Gara. Muitos deles não foram educados no país e estão jogando apenas por causa dos pais e, mais grave ainda, por causa dos avós. Digo grave porque talvez o torneio das Seis Nações deste ano vai mostrar que o IRB deveria repensar as leis. Mesmo que tenha o nome Seis Nações, haverão muitos outros representados com jogadores da América do Sul, América do Norte, África, Asia, Oceania e países europeus fora dos seis que vão disputar o torneio.

Em novembro passado a Irlanda enfrentou a África do Sul com um ex-hooker da seleção sub-20 dos Boks, Richardt Strauss de titular. Ele está atualmente lesionado. No mesmo jogo o pilar neozelandês Mike Bent entrou do banco mesmo que ele nunca tinha jogado na Irlanda antes e não tenha nascido na República da Irlanda ou Irlanda do Norte. A Escócia vai ter dois pontas importados em campo contra a Inglaterra. Um da Nova Zelândia e outro da Holanda. Como eles chegaram a jogar para Escócia explica bem a situação atual do rugby lá. Sean Maitland chegou na Escócia em Outubro e jogou apenas cinco vezes pelo Glasgow Warriors como ponta ou fullback. Ele veio dos Crusaders onde ele era titular e agora está jogando para a Escócia porque seu avô é escocês. Tim Visser é da Holanda e como ele não tem família da Escócia ele teve que completar três anos jogando dentro da Escócia. Ele foi titular do Edinburgh durante este tempo e mostrou que ele realmente é o melhor ponta que a Escócia tem. A Escócia tem poucas opções e Glasgow até tem DTH van der Merwe, do Canadá, que é titular no outra ponta. No caso da França os jogadores que não nasceram no país são da África, dos países Burkina Faso e Costa de Marfim. Mas ambos foram criados na França e foi lá onde eles começaram a jogar rugby. É uma diferença fundamental. Por outro lado, curiosamente Geórgia e Romênia vão jogar, como sempre, sem jogadores importados neste fim de semana.

País de Gales x Irlanda

1 Gethin Jenkins, 2 Matthew Rees, 3 Adam Jones
(Toulon, FRA), (Scarlets, GAL) (Ospreys, FRA)
Andrew Coombs, 5 Ian Evans
(Dragons, GAL), (Ospreys, Gal)
Aaron Shingler, 8 Toby Faletau, 7 Sam Warburton
(Scarlets, GAL), (Dragons, GAL), (Cardiff Blues, GAL)

Mike Phillips, 10 Dan Biggar

(Bayonne, FRA), (Ospreys, GAL)

12 Jamie Roberts, 13 Jonathan Davies
(Cardiff Blues, GAL), (Scarlets, GAL)
11 George North, 15 Leight Halfpenny, 14 Alex Cuthbert 
(Scarlets, GAL), (Cardiff Blues, GAL), (Cardiff Blues, Gal)

Reservas: 16 Ken Owens (Scarlets, GAL), 17 Craig Mitchell (Exeter Chiefs, ENG), 18 Paul James (Bath, England), 19 Olly Kohn (Harlequins, ENG), 20 Justin Tipuric (Ospreys, GAL), 21 Liam Williams (Scarlets, GAL), 22 Scott Williams (Scarlets, GAL), 23 James Hook (Perpignan, FRA)

* Não nasceu em País de Gales

Cian Healy, 2 Rory Best, 3 Mike Ross
(Leinster, IRL), (Ulster, IRL) (Leinster, IRL)
Mike McCarthy, 5 Donnacha Ryan
(Connacht, IRL), (Munster, IRL)
Peter O´Mahony, 8 Jamie Heaslip, 7 Sean O´Brian
(Munster, IRL), (Leinster, IRL), (Leinster, IRL)

Conor Murray, 10 Johnny Sexton

(Munster, IRL), (Leinster, IRL)
12 Gordon D´Arcy, 13 Brian O´Driscoll
(Leinster, IRL), (Leinster, IRL)
11 Simon Zebo, 15 Rob Kearney, 14 Craig Gilroy 
(Munster, IRL), (Leinster, IRL), (Ulster, IRL)

Reservas: 16 Sean Cronin (Leinster), 17 David Kilcoyne (Munster), 18 Declan Fitzpatrick (Ulster), 19 Donnacha O’Callaghan (Munster), 20 Chris Henry (Ulster), 21 Eoin Reddan (Leinster), 22 Ronan O’Gara (Munster), 23 Keith Earls (Munster)

* Não nasceu na Irlanda ou Irlanda do Norte

Inglaterra x Escócia

Joe Marler, 2 Tom Youngs, 3 Dan Cole
(Harlequins, ING), (Leicester, ING) (Leicester, ING)
4 Joe Lauchbury, 5 Geoff Parling
(London Wasps, ING), (Leicester, ING)
Tom Wood, 8 Ben Morgan, 7 Chris Robshaw
(Northampton, ING), (Gloucester, ING), (Harlequins, ING)

Ben Youngs, 10 Owen Farrell

(Leicester, ING), (Saracens, ING)
12 Billy Twelvetrees, 13 Brad Barritt
(Gloucester, ING), (Saracens, ING)
11 Mike Brown, 15 Alex Goode, 14 Chris Ashton 
(Harlequins, ING), (Saracens, ING), (Saracens, ING)

Reservas: 16 Dylan Hartley (Northampton, ING), 17 Dave Wilson (Bath, ING), 18 Mako Vunipola (Saracens, ING), 19 Courtney Lawes (Northampton, ING), 20 James Haskell (London Wasps, ING), 21 Danny Care (Harlequins), 22 Toby Flood (Leicester), 23 David Strettle (Saracens)

* Não nasceu na Inglaterra

Ryan Grant, 2 Dougie Hall, 3 Euan Murray
(Glasgow, ESC), (Glasgow, ESC) (Worcester, ING)
Richie Gray, 5 Jim Hamilton
(Sale Sharks, ING), (Gloucester, ING)
Alasdair Strokosch, 8 Johnnie Beattie, 7 Kelly Brown
(Perpignan, FRA), (Montpellier, FRA), (Saracens, ING)

Greig Laidlaw, 10 Ruaridh Jackson

(Edinburgh, ESC), (Glasgow, ESC)
12 Matt Scott, 13 Sean Lamont
(Edinburgh, ESC), (Glasgow, ESC)
11 Tim Visser, 15 Stuart Hogg, 14 Sean Maitland 
(Edinburgh, ESC), (Glasgow, ESC), (Glasgow, ESC)

Reservas: 16 Ross Ford (Edinburgh), 17 Moray Low (Glasgow Warriors), 18 Geoff Cross (Edinburgh), 19 Alastair Kellock (Glasgow Warriors), 20 Dave Denton (Edinburgh), 21 Henry Pyrgos (Glasgow Warriors), 22 Duncan Weir (Glasgow Warriors), 23 Max Evans (Castres)

* Não nasceu na Escócia

Itália x França 

Andrea Lo Cicero, 2 Leonardo Ghiraldini, 3 Martin Castrogiovanni
(Racing Métro, FRA), (Treviso, ITA) (Leicester, ING)
Quintin Geldenhuys, 5 Francesco Minto
(Zebre, ITA), (Treviso, ITA)
Alessandro Zanni, 8 Sergio Parisse, 7 Simone Favaro
(Treviso, ITA), (SF Paris, FRA), (Treviso, ITA)

Tobias Botes, 10 Luciano Orquera

(Treviso, ITA), (Zebre, ITA)
12 Alberto Sgarbi 13 Tommaso Benvenuti
(Treviso, ITA), (Treviso, ITA)
11  Luke McLean, 15 Andrea Masi, 14 Giovambattista Venditti 
(Treviso, ITA), (London Wasps, ING), (Glasgow, ESC)
Reservas: 16 Davide Giazzon (Zebre, ITA), 17 Alberto De Marchi (Treviso, ITA), 18 Lorenzo Cittadini (Treviso, ITA), 19 Antonio Pavanello (Treviso, ITA), 20 Paul Derbyshire (Treviso, ITA), 21 Edoardo Gori (Treviso, ITA), 22 Kristopher Burton (Treviso, ITA), 23 Gonzalo Canale (La Rochelle, FRA)
Não nasceu na Itália
Yannick Forestier, 2 Dimitri Szarzewski, 3 Nicolas Mas
(Castres, FRA), (Racing Métro, FRA) (Perpignan, FRA)
Yoann Maestri, 5 Pascal Papé
(Toulouse, FRA), (SF Paris, FRA)
Fulgence Ouedraogo, 8 Louis Picamoles, 7 Thierry Dusautoir
(Montpellier, FRA), (Toulouse, FRA), (Toulouse, FRA)

Maxime Machenaud, 10 Fredéric Michalak

(Racing Métro, FRA), (Toulon, FRA)
12 Maxime Mermoz, 13 Florian Fritz
(Toulon, FRA), (Toulouse, FRA)
11 Benjamin Fall, 15 Yoann Huget, 14 Wesley Fofana 
(Racing Métro, FRA), (Toulouse, FRA), (Clermont, FRA)

Reservas: 16 Benjamin Kayser (Clermont, FRA), 17 Vincent Debaty (Clermont, FRA), 18 Luc Ducalcon (Racing Métro, FRA), 19 Romain Taofifenua (Perpignan, FRA), 20 Damien Chouly (Clermont, FRA), 21 Morgan Parra (Clermont, FRA), François Trinh-Duc (Montpellier, FRA), Mathieu Bastareaud (Toulon, FRA)

*Não nasceu na França

Lista de países que vai ter jogadores no campo neste fim de semana no Seis Nações (6 + 11 Nações): Africa do Sul, Argentina, Austrália, Burkina Faso,  Costa de Marfim, Estados Unidos, Holanda, Israel, Nova Zelândia, Tonga e Zimbábue.

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3 Comentários

  1. Bruno disse:

    Caro Paul, eu acho culturalmente compreensível. Não sei como funciona na Nova Zelândia, mas em países de grande extensão territorial, como Brasil, Argentina e EUA, pela necessidade de colonização, historicamente se considera a nacionalidade como qualquer pessoa nascida no território. Nos países europeus a nacionalidade é a origem do indivíduo. Assim, é comum encontrarmos no nosso meio pessoas com dupla nacionalidade. A solução ao meu ver seria delegar a definição da nacionalidade ao governo do país, e não a federação ou liga de um esporte definir quem pode representar esse país. Dessa forma, Orquera, Parisse, Castrogiovanni e Maitland certamente poderiam continuar representando os respectivos times, mas a definição de Tim Visser caberia ao governo escocês.

  2. Bruno disse:

    Desculpe-me se você se sentiu ofendido com o comentário anterior, a ponto de censurá-lo. Não se preocupe, pouparei o site de novos comentários meus.

  3. Paul Tait disse:

    Prezado Bruno,

    Nacionalidade não tem apenas uma definição. Samoanos, por exemplo, deixar bem claro que eles são iguais mesmo se nasceu fora do país ou nunca morou lá. È um caso de ter a raça e idioma para definir em vez da nacionalidade.

    Dupla nacionalidade é outro assunto porque para ser Fijiano, Samoano ou Tongano é uma questão de idioma e familia. Para ser Brasileiro, Sul Africano, Italiano ou Ingles não é. Países diversos (practicamente todos) tem varios idiomas, raças, religiões, etc. Alguem pode ser nascido fora do Brasil mas ser Brasileiro. Jerry Collins nasceu em um país (Samoa) mas jogou para outro (Nova Zelandia). Ele foi criado na Nova Zelandia mas permaneceu Samoano e os filhos deles vão ser considerado Samoanos também tanto como Tana Umaga que nasceu na Nova Zelandia mas é considerado como o primeiro Samoano para ser o capitão dos All Blacks.

    Com Sean Maitland é totalmente diferente porque Escócia é multicultural e a ligação que Collins e Umaga tem com Samoa pode mostrar que eles são Samoanos. Mas Maitland é simplesmente um gringo. Estou acrrdito que, no caso da Escócia, que Maitland e Visser estão lá porque Escócia simplesmente não tem jogadores de qualidade para por no campo. Por isso que Glasgow contratou Maitland e Edinburgh investou tanto dinheiro e tempo em Visser. O SRU ainda é o dono do Glasgow Warriors e Edinburgh Rugby.

    Não tenho nada contra jogadores optar representar um país diferente. A ideia do artigo foi para mostrar que países tradicionais de rugby estão em varios casos, fazendo tudo para ganhar. Minha opinião é que a lei dos avós não pode continuar. Há varios exemplos como Maitland. Um exemplo é Craig Gower quem foi abertura para Itália mas voltou para rugby league antes do mundial. Ele não fala Italiano e nunca jogou no país. Só jogou lá quando jogou na seleção mesmo. Ele veio de rugby league australiano (NRL) e nasceu e morava sempre na Austrália. Só mudou para França para jogar para Bayonne no Top 14 depois de muito tempo em rugby league e na seleção. Agora ele vai jogar para Italiano no mundial de rugby league mesmo que já jogou para Australia no mesmo esporte. O problema de Gower e Maitland em rugby é que eles tem nada a ver com os países que representar. Eu falo assim porque eu tenho familia da Escócia e estudei nuna escola escoces na Nova Zelandia (St. Andrews College). Meu sobre nome é escoces e os avós da minha mão e meu país são todos de lá. Mesmo assim eu nunca fui para Escócia e não posso ser considerado escoces. Claro, se eu fosee Maitland eu ia aceitar e eu ia falar que sento escoces mas, no fim, ele joga lá porque ele não tem a qualidade para representar Nova Zelandia.

    Enquanto Romenia e Geórgia não tem jogadores importados Inglaterra tem Brad Barritt quem jogou pela seleção sub 20 Sul Africano, Irlanda tem Richardt Strauss e Tom Court. Ambos tem sistemas excelentes para criar jogadores mas tem importados na seleção. È muito estranho e os jornalistas preferem não comentar sobre o assunto.

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