Rugby Mania

Caio Carvalho

Paulistano, nascido em 1986, e apaixonado por Rugby em todos os sentidos. Sou Primeira Linha, comecei a jogar em 2005. Em 2009 fiz o curso de coaching nível 1, em 2010 o de auxiliar de arbitragem, e em 2011 o de arbitragem nível 1. caio@rugbymania.com.br

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Eliminatória da Copa do Mundo de Rugby aproxima crianças da Hurra! e atletas da seleção brasileira

novembro 4, 2012 às 02:47h
NacionaisNotícias
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Jovens do projeto Rugby no CEU participam de preliminar e se inspiram com o triunfo dos Tupis sobre a seleção paraguaia por 35 a 22

Não foi apenas o primeiro passo do Brasil em direção ao sonho de jogar a Copa do Mundo de rugby de 2015. A vitória dos Tupis por 35 a 22 sobre o Paraguai serviu de inspiração para mais de 450 crianças e adolescentes que foram a campo antes dos atletas de alto rendimento.

A Hurra! e outras entidades de fomento do rugby tag foram convidadas pela CBRu (Confederação Brasileira de Rugby) para realizar partidas preliminares ao jogo da equipe nacional.

Os jovens não deram bola para o calor de mais de 30ºC no estádio Nicolau Alayon e depois de mais de uma hora de atividade foram para a arquibancada torcer pelos Tupis. De quebra, tiveram contato com os jogadores da seleção.

“Foi muito legal. Uma criança de um projeto social de futebol dificilmente poderá encontrar os jogadores da seleção. Aqui nossos meninos e meninas tiveram um bom contato com os jogadores profissionais. E saíram muito motivados”, conta Tatiana Santana, supervisora do projeto Rubgy no CEU.

Ela exemplifica com o caso de um dos 40 alunos do CEU Uirapuru que foram a campo. O garoto ganhou de presente um meião de um jogador da seleção brasileira. “Era um pé só, mas ele ficou muito empolgado. Foi bonito de ver.”

Para muitos alunos do projeto Rugby no CEU, era a primeira partida oficial de rugby. Era o caso de Ewerton, aluno CEU Uirapuru. “Foi a primeira vez que vi um jogo ao vivo de rugby, só tinha visto pela TV e gostei muito. A parte que mais gostei de ver foi o scrum, o line e conhecer um jogador do Brasil (Fernando Portugal). Eu o encontrei antes do jogo e pedi autógrafo”, diz o garoto de 11 anos de idade.

Além da natural empolgação dos jovens pelo encontro com os profissionais, Tatiana diz ter ficado impressionada também com alguns aspectos do rugby que foram comentados pelos alunos. “Muitos pontuaram semelhanças e diferenças entre o rugby tag e o de contato. Fizeram várias perguntas sobre a organização e as regras do jogo oficial… Senti que ficaram entusiasmados com o rugby.”

Dentro de campo, ela destaca a disciplina dos alunos participantes das preliminares. “Foram impecáveis na pontualidade, liberando rapidamente o campo no final da atividade. Mostraram sempre muito respeito com a arbitragem, falando com as mãos para trás, chamando o juiz de senhor.”

A forma de endereçar a arbitragem também foi um dos pontos destacados pelo menino Ewerton na vitória brasileira sobre os paraguaios. “Percebi que os jogadores não são agressivos com o árbitro, apesar de ser um jogo de contato. É bem diferente dos jogadores de futebol que ficam reclamando sempre com o juiz!”

Outro ingrediente do rugby profissional que temperou a atividade preliminar de rugby tag foi a preocupação com a melhor estratégia em campo. O capitão da equipe do CEU Uirapuru mostrou aos companheiros uma folha na qual havia desenhado o esquema tático para a equipe. Seu plano era posicionar as garotas do time em condição de anotar pontos, uma vez que os pontos femininos valem 3 enquanto os dos meninos 1 no rugby tag.

“Deu certo. As meninas participaram bastante das partidas e teve try de menina inclusive. Foi bacana ver como jovens de menos de 15 anos conseguiram se organizar daquele jeito por conta própria”, conta a supervisora da Hurra!, impressionada também pelo desenvolvimento técnico e o repertório motor dos jovens do projeto Rugby no CEU.

“Jogando contra o Sesi, deu para ver como evoluíram. A coordenação do movimento de correr para frente e passar a bola para trás está bem mais natural para eles que para alguém que entra no rugby com mais de 20 anos de idade”, conclui Tatiana.

Mas o resumo da experiência do sábado passado quem melhor dita é o menino Ewerton, aquele que levou um pé de meião como souvenir: “Gostei bastante de ter jogado o tag antes do jogo do Brasil, foi bem legal pisar na grama, me senti um jogador de rugby de verdade e me deu mais vontade ainda de continuar. Quem sabe não viro um jogador da seleção!”

Sobre a Hurra!

Criada por um grupo de pessoas, do esporte e da educação, que se uniram com objetivo de disseminar o rúgbi como esporte de formação de valores para a transformação da sociedade, a Hurra! revela em seu nome a força do coletivo. HURRA! é um grito de superação, uma energia de mudança que tem o esporte como pivô de transformação social.

A entidade capacita professores da rede CEU para, no período do contra-turno do horário letivo oferecer acesso à prática do rugby, bem como à atividades que consolidem a formação das habilidades cognitivas, habilidades cívicas e valores ligados ao esporte, para crianças e adolescentes.

Sobre o Rugby no CEU

O Projeto Rúgbi no CEU é uma iniciativa da Associação HURRA! em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Com o propósito de apresentar a modalidade ainda pouco conhecida no Brasil para a rede pública de ensino e disseminar seus valores de respeito, disciplina, lealdade e fair play, a iniciativa chega a seu segundo ano em 2012 -no ano passado, 14 mil alunos foram expostos ao rúgbi, mais de 10% do público total de matriculados na rede CEU (Centro Educacional Unificado). Hoje, o projeto está presente em 23 dos 45 CEUs da capital.

Apoiadores

Por meio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, a Hurra! tem apoio das seguinte empresas: Nike, Nestlé, Eurofarma, Instituto Nextel, Duratex, Tilibra, Riachuelo, Santher,NS inaladores e TAM Jatos Executivos.

Fonte: Hurra!

Foto: João Neto/Fotojump

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