Tier-2: Uma nova competição vem aí?
janeiro 22, 2012 às 04:41h
Destaque • Internacionais • Notícias
Foto: Tonga vs. França, Mundial 2011.
Uma das grandes questões nas Copas do Mundo de Rugby é a das equipes que não tem nenhuma chance de vencer o torneio ou até mesmo de passar para as quartas-de-final, e mesmo assim duelam com times do topo do ranking global, ainda que raramente ou nunca tenham a oportunidade de enfrentá-las fora desta ocasião. Isto pode significar que jogadores e equipes não estão preparados inteiramente para o desafio de enfrentar um candidato ao título. Essas equipes são categorizadas como de segundo escalão (Tier-2), ou, em alguns casos, de terceiro escalão (Tier-3). Elas são equipes que, fora o Japão, continuam totalmente amadoras e incapazes de competir regularmente bem contra as equipes do Torneio das 6 Nações e The Rugby Championship (ex-Tri Nations).
Existem exemplos de equipes do segundo escalão ameaçando seriamente times do primeiro nível ou até derrotando-os. A Copa do Mundo de 2011 teve alguns casos como o dos EUA que criaram dificuldades para a Irlanda e o exemplo de Tonga, que apesar de ter perdido para o Canadá, derrotou a França. Mas o normal continua sendo ver o lado do Tier-1 ganhar seus jogos confortavelmente. Como nas edições anteriores, o sorteio do Mundial 2011 não colaborou com as equipes que foram forçadas a jogar duas partidas com um intervalo de apenas quatro dias entre elas. Isto complicou a situação ainda mais para os times de segundo nível, o que resultou em duras críticas direcionadas aos organizadores do torneio, vindas principalmente do jogador samoano Eliota Fuimaono-Sapolu.
Com as equipes abaixo do Tier-1 jogando raramente contra os países líderes do esporte, a situação não fica nada fácil para o lado inferior se desenvolver. Mas o problema se torna ainda pior já que os times de Tier-2 também se enfrentam raramente. Na maioria dos casos os jogos ficam restritos a geografia regional com as Ilhas do Pacífico somente jogando contra si e com o Japão, os europeus jogando entre eles e os EUA e o Canadá jogando entre si com muito mais frequência do que com outros. O mês de novembro de 2010 representou um grande avanço com os EUA e o Canadá jogando contra a Geórgia e Portugal, em Tbilisi e Lisboa.
O sucesso dessas ocasiões sublinhou a necessidade de existirem mais encontros assim. E o Tier-2, liderado pelos EUA, tem sido alvo de especulações nas mídias sociais quanto ao processo de criação de uma competição anual neste escalão. Rumores proclamam que o presidente da União de Rugby da Geórgia, Gia Nijharadze, tenha dito recentemente na televisão nacional que os EUA irão sediar no final deste mês um encontro que inclui convidados do Canadá, Fiji, Geórgia, Japão, Romênia, Rússia, Samoa, Tonga e, possivelmente, Namíbia e Portugal com o objetivo de lançar uma competição para 2013.
Se for verdade, poderá muito bem ser o grande avanço que necessita o rugby e irá certamente proporcionar aos participantes uma lista muito extensa de partidas. Entretanto, ainda falta um grupo de países que merecem ser incluídos: Portugal, Espanha e Uruguai podem sofrer um duro golpe se não forem convidados.





3 Comentários
Buen artículo. Es uno de los grandes problemas de las Copas del Mundo de Rugby. Por afuera de los ocho países fundadores de la IRB, además de la Argentina y quizá Fiji, Samoa o Tonga, podrían ser también los Estados Unidos o el Canadá,eventualmente Italia, no es posible ver a ningún país de la actualidad con posibilidades de alcanzar, al menos, los cuartos de final. La Argentina los ha alcanzado en tres copas, y en la de Francia resultó tercera, pero esto en realidad es una “anormalidad” del rugby internacional. El Rugby Argentino no tiene la capacidad económica de ninguna de las 8 naciones fundadoras de la IRB, pero puede estar orgulloso de que TODOS SUS JUGADORES HAN NACIDO Y SE HAN FORMADO EN LA ARGENTINA…aunque muchos jueguen en Francia o Gran Bretaña. Saludos, muy buen artículo y perdonen que no escriba en Portugués, pero no sabría hacerlo.
Com o início do Campeonato da Europa (¨Nações B) marcado para o dia 4 de Fevereiro, dificilmente as equipas europeias poderão participar nessa prova, eventualmente a realizar nos EUA. Mas a ideia tem muito apoio, e como se diz no texto, as visitas do Canadá e EUA a Portugal e Georgia em 2011, bem como a do Uruguai a Portugal, ou nos anos anteriores de Tonga e dos Jaguares, indicam que essa é a via certa para o desenvolvimento do Tier-2. O problema é o financiamento duma operação desse tipo, já que as verbas do IRB não vão dar para tudo…
Quanto à questão dos jogos do Mundial realizados com curto intervalo, o re-eleito presidente Lapasset já fez saber que pretende ver essa questão revista para a próxima Copa, tendo mesmo chamado a atenção para o fato aos organizadores do Mundial de 2015.
Seria uma boa, pois nos USA eles não gostam de perder… então seria uma boa esta integração com páises do mesmo nivel para que póssa assim formar mais campeões por ano… trazendo dinheiro para a america e asia.